quinta-feira, 28 de abril de 2011

Neurônios de insones ‘tiram sonecas’ ao longo do dia, diz pesquisa

Por : G1

Quem não dorme direito à noite acaba dormindo de dia “à força”, segundo um estudo publicado nesta semana na revista científica “Nature”. A pesquisa, feita com ratos, mostra que neurônios privados de descanso “desligam” sozinhos enquanto o cérebro está acordado -- o que pode atrapalhar a concentração e a coordenação mesmo que o indíviduo se sinta desperto e bem.

Ratos usados na pesquisa receberam brinquedos coloridos para ficar acordados até mais tarde  (Foto: Giulio Tononi/University of Wisconsin-Madison)

De acordo com o autor do trabalho, mesmo quando os animais que não dormiam direito estavam acordados e ativos, partes de seus cérebros ligadas ao processamento de pensamentos estavam “tirando sonecas”.

“Esses neurônios cansados no cérebro acordado podem ser responsáveis pelos lapsos de atenção, falta de bom senso, propensão ao erro e irritabilidade que sentimos quando não dormimos o suficiente, mesmo quando não estamos nos sentindo sonolentos”, afirmou, em nota, Giulio Tononi, da Universidade de Winsconsin-Madison, nos Estados Unidos.

Como foi feito o estudo

Os ratos foram treinados para realizar uma tarefa complicada (no caso, segurar uma bola de açúcar com a pata). Depois, foram mantidos acordados por quatro horas a mais do que o seu período normal de sono ao serem entretidos com bolinhas coloridas, brinquedos e objetos com cheiros de outros animais.

Mais tarde, eles eram colocados para segurar a bolinha de açúcar novamente. O resultado: mesmo quando todos os sinais do cérebro indicavam que eles estavam acordados, partes de seus cérebros dormiam. Com isso, sua performance na “lição de casa” piorava.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"ENEM e UFPR em foco" : Terremotos


Terremotos, também chamados de abalos sísmicos, são tremores passageiros que ocorrem na superfície terrestre. Esse fenômeno natural pode ser desencadeado por fatores como atividade vulcânica, falhas geológicas e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas.

Conforme a teoria da Deriva Continental, a crosta terrestre é uma camada rochosa fragmentada, ou seja, ela é formada por vários blocos, denominados placas litosféricas ou placas tectônicas. Esses gigantescos blocos estão em constante movimento, podendo se afastar (zona de divergência) ou se aproximar (originando uma zona de convergência).

Nas zonas de convergência pode ocorrer o encontro (coalização) entre diferentes placas tectônicas ou a subducção (uma placa mais densa “mergulha” sob uma menos densa). Esses fatos produzem acúmulo de pressão e descarga de energia, que se propaga em forma de ondas sísmicas, caracterizando o terremoto.

O local onde há o encontro entre as placas tectônicas é chamado de hipocentro (no interior da Terra) e o epicentro é o ponto da superfície acima do hipocentro. As consequências podem ser sentidas a quilômetros de distância, dependendo da proximidade da superfície que ocorreu a colisão (hipocentro) e da magnitude do terremoto.


A magnitude é a quantidade de energia liberada no foco do terremoto, sendo medida a partir de uma escala denominada Escala Richter. A intensidade é a consequência causada pela ação do sismo, a destruição provocada por esse fenômeno. A escala mais utilizada para se classificar a intensidade é a de Mercalli.

Entre os efeitos de um terremoto de grande magnitude em áreas povoadas estão a destruição da infraestrutura (ruas, estradas, pontes, casas, etc.), além de mortes. Os sismos nos oceanos provocam a formação de ondas gigantes (tsunamis). Essas ondas podem atingir as áreas continentais, gerando grande destruição.

Milhares de terremotos ocorrem diariamente no mundo. No entanto, a maioria apresenta baixa intensidade e tem hipocentro muito profundo, sendo assim, os terremotos são pouco percebidos na superfície terrestre. O Japão, localizado em uma zona muito sísmica, é atingido por centenas de terremotos por dia.

Os lugares mais atingidos por terremotos são os territórios localizados em zonas de convergência de placas, em especial os países situados nos limites das placas tectônicas. Entre as nações que estão nessa situação podemos destacar o Japão, Indonésia, Índia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Turquia, Estados Unidos da América, Haiti, Chile, entre outras.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


Este ano será um ano de grandes atrações internacionais no Brasil.
Você pode conferir a lista completa de bandas confirmadas este ano no País, em http://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2010/12/confira-agenda-de-shows-internacionais-no-brasil-em-2011.html e também no portal Terra http://cidades.terra.com.br/ .

terça-feira, 26 de abril de 2011

"ENEM em foco" : Salve a consciência

Por: Guilherme Baroli

O ser humano conduziu uma situação que preocupa e é cada vez mais alarmante. O consumo desenfreado, a industrialização, e o desenvolvimento a todo custo são fatores que colocam a vida de todos em risco. Aumenta a cada dia a pressão sobre a biodiversidade global. Trata-se do futuro da humanidade. Sem ser piegas, o termo é justamente esse. Afinal, sem matéria-prima não há produção. Sem produção, um planeta com quase sete bilhões de habitantes não sobrevive. Ainda mais se levarmos em conta elementos vitais como a qualidade do ar e da água.

De acordo com o site do Ministério do Meio Ambiente (MMA), 97% da água existente no planeta Terra é salgada – nos mares e oceanos – 2% formam geleiras inacessíveis e apenas 1% é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos. Sabe-se que a água potável não é inesgotável. Os dados acima alertam para uma possível situação caótica. O precioso líquido transparente, essencial ao ser humano, não existe de sobra. Boa parte está aqui, no Brasil – mais que 13% do total das reservas de água doce do planeta.

Trata-se de um patrimônio natural brasileiro. Se existe geral interesse pelo petróleo que move os carros, imagine quanta atenção estará voltada para as reservas do combustível do corpo.

E não serve apenas ao corpo. A indústria precisa e muito dela. De acordo com o Water Footprint Network, a pegada hídrica da cerveja é de 75 litros de água para cada 250 ml da bebida. São necessários 120 litros d’água para obtenção de 125 ml de vinho. Já para se produzir café, o gasto é ainda maior. São 140 litros de água para cada 125 ml. E o suco de maça compromete 190 litros d’água para cada 200 ml do produto.

O pouquinho que um desperdiça é multiplicado se muitos fizerem o mesmo. Ao tomar um copo d’água, é comum lavá-lo com uma quantidade de água que encheria dois copos. Detalhes, mas é a realidade.

Ciclo natural

Já a reciclagem está dando certo. Aproximadamente 97% das latas de alumínio aqui no Brasil são recicladas. Mas a permanência das garrafas retornáveis que quase saíram de circulação ainda é uma boa ação sustentável. A política de gestão dos resíduos sólidos e reciclagem é primordial para o nosso tempo. A engenheira química Sônia Hess conceitua que “o acúmulo de lixo é um fenômeno exclusivo das sociedades humanas. Em um sistema natural não há lixo: o que não serve mais para um ser vivo é absorvido por outros, de maneira contínua. No entanto, nosso modo de vida produz, diariamente, uma quantidade e variedade de lixo muito grande, ocasionando a poluição do solo, das águas e do ar com resíduos tóxicos, além de propiciar a proliferação de vetores de doenças”.

Para reforçar a idéia, a teoria do físico austríaco Fritjof Capra é pertinente: “a água, o oxigênio no ar e todos os nutrientes são reciclados continuamente. As comunidades de organismos evoluíram por bilhões de anos, usando e reciclando, continuamente, as mesmas moléculas de minerais, água e ar”. Seria interessante copiá-las.

Após uma sensibilização da consciência de todos, pode-se pensar na palavra tão comentada no momento: consumo sustentável, que nada mais é do que utilizar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades das gerações futuras. O uso consciente e responsável irá garantir que nunca nos falte esses recursos. Basta cada um fazer uma pequena reflexão sobre suas atitudes, como a do copo d’água, por exemplo.

Muitos culpam a postura adotada pelo sistema capitalista, no qual quem manda é o dinheiro, a propaganda, o sonho, a ilusão. No entanto, dentro desse mesmo modelo muitas práticas criativas, revolucionárias e até lucrativas tomam forma e dão certo. Soluções para os problemas correntes. Práticas que mostram ser perfeitamente possível promover uma mudança comportamental nos seres humanos.

Desperdício

Apesar da desigualdade social, da concentração de riquezas em mãos de poucas pessoas, compra-se muito hoje. A produção não para. E, é claro, se desperdiça muito: alimentos, papéis, água, dinheiro. Novamente, para ter a dimensão, é só cada um parar para fazer a análise das próprias ações no dia-a-dia.

É preciso então um conjunto de ações. Uma gestão dos recursos naturais; agricultura sustentável; redução das desigualdades sociais; cidades sustentáveis; infraestrutura e integração regional; ciência e tecnologia. É isso que está previsto no documento "Bases para a discussão da Agenda 21 brasileira", que vem sendo discutido desde 1997, quando a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional decidiu criar uma metodologia que levasse à construção da Agenda brasileira.

Tal documento só foi lançado em fevereiro de 2000, pelo Ministério do Meio Ambiente. Considerado um avanço importante no que diz respeito aos esforços para chegar a consensos, estratégias e ações fundamentais para as questões ambientais no Brasil. É sair do discurso e ir ao trabalho. Afinal, percebe-se que o termo agir de forma sustentável não é algo simples. Significa, antes de tudo, união entre o setor privado, público, não-governamental e a sociedade.

Se encaixa mais uma vez o pensamento de Capra, quando diz que o sucesso da comunidade inteira depende do sucesso de seus membros individuais, enquanto o sucesso de cada membro depende do sucesso da comunidade como um todo.

E se o consumo desenfreado é o maior problema ambiental que possuímos, além de salvar a Amazônia, o Pantanal, as araras-azuis, dentre muitas outras coisas, seria interessante, também, salvar a consciência das pessoas, antes que todos estejam sensibilizados num mundo cinza, 100% urbano e talvez inabitável.

Strokes trabalha em "novas ideias" em estúdio

Por: Pop e Arte - G1

Strokes (Foto: Divulgação)

Cerca de um mês após ter lançado o disco "Angles", o Strokes já trabalha em novo material. "Muito empolgado para ir ao estúdio hoje [dia 25] e trabalhar em algumas novas ideias! Eu vou continuar escrevendo sobre isso", escreveu em seu Twitter o baixista Nikolai Fraiture, nesta segunda-feira (25).

O quarto CD do grupo americano sucede “First impressions of earth” (2006) e tem dez faixas. A produção é de Joe Chiccarelli, que já trabalhou com a banda irlandesa U2 e com o norte-americano Beck.

A banda se apresenta no festival Planeta Terra, em São Paulo, em 5 de novembro.

"ENEM em foco" : Cientistas criam células-tronco neurais a partir de embrionárias

Por: G1 - São Paulo

Células-tronco neurais 2 (Foto: Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, San Diego)

Um artigo científico divulgado na segunda-feira (25) mostra como cientistas norte-americanos conseguiram criar células-tronco do sistema nervoso a partir de células embrionárias. A pesquisa foi explicada em uma publicação da Academia de Ciências dos Estados Unidos (NAS, na sigla em inglês) e foi conduzida por equipes da Universidade da Califórnia, em San Diego, e dos Institutos Gladstone, em São Francisco.

A vantagem do método desenvolvido pelos cientistas norte-americanos está no fato das células-tronco neurais obtidas serem duráveis e estáveis, o que pode permitir, no futuro, a aplicação dessas estruturas em testes clínicos.

Para Kang Zhang, professor de oftalmologia e genética humana da universidade e um dos responsáveis pelo estudo, outra virtude da nova técnica está no número de células-tronco neurais geradas - milhões em menos de uma semana.

O método desenvolvido pelos pesquisadores californianos também não apresenta um problema comum em pesquisas com células-tronco: a formação de tumores.

A pesquisa com células-tronco embrionárias é uma promessa para a medicina regenerativa pela possibilidade de recuperação de tecidos e até órgãos inteiros. Mas as técnicas atuais não são seguras para gerar um número suficiente de células estáveis, aptas para uso em tratamentos para humanos.

O trabalho da equipe de Gladstone agora será focado no tratamento de doenças oculares ligadas a problemas em células neurais como o glaucoma – lesão do nervo óptico que causa, com o tempo, perda da visão – e a degeneração macular (quando a mácula, região central da retina, é afetada).