sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Última Ceia teria acontecido na quarta, e não na quinta-feira

Por FRANCE PRESSE - FOLHA.


A última ceia que Jesus Cristo compartilhou com seus 12 apóstolos na noite da Quinta-feira Santa aconteceu, na realidade, numa quarta-feira, afirma um especialista britânico em livro publicado pela Universidade de Cambridge.

"Descobri que 'A Última Ceia' aconteceu numa quarta-feira, em 1º de abril do ano 33", declarou ao jornal "The Times" o professor Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge.

Antonio Calanni/AP
Estudioso revisou calendários diferentes para determinar dia de "A Última Ceia"; na foto, foto de quadro de Leonardo da Vinci
Estudioso revisou calendários diferentes para determinar dia de "A Última Ceia"; na foto, foto de quadro de Leonardo da Vinci

No livro, intitulado "The Mystery of the Last Supper" ("O Mistério da Última Ceia"), o catedrático acrescenta mais uma tese a um tema que divide teólogos e historiadores.

"Esse é o problema: os especialistas em Bíblia e os cristãos acreditam que a última ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira, e a crucificação foi realizada no dia seguinte, às 9h. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém. Os especialistas percorreram a cidade com um cronômetro para ver como podiam ocorrer todos os acontecimentos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira: a maioria concluiu que era impossível", enfatizou o professor, segundo trechos do livro.

Os discípulos Mateus, Marcos e Lucas dizem que a última ceia foi uma refeição pascoal, enquanto João afirma que aconteceu antes da Páscoa judaica.

"A solução que encontrei é que todos têm razão, mas que se referem a dois calendários diferentes", explica o pesquisador.

Reconciliando os dois calendários, o professor concluiu que a última ceia aconteceu, na verdade, na véspera da Quinta-feira Santa.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

KIT sobre homofobia é recusado pela bancada evangélica

Por: blogdajoice.com (diretora de Jornalismo da BandNews Fm curitiba) e revista Ladoa.


A bancada evangélica da Assembleia Legislativa protesta contra kit que aborda a homofobia. O material, elaborado pelo Ministério da Educação, foi divulgado na internet, e deputados paranaenses pretendem pedir para que a Secretaria de Educação não faça a distribuição das cartilhas e dos vídeos. O deputado Leonaldo Paranhos (PSC) usou a tribuna para discursar sobre o assunto. Com uma bíblia na mão, ele disse que é inadmissível que este tema seja tratado nas escolas públicas, porque “vai incentivar os jovens a se tornarem homossexuais”.

Entenda o KIT:

Preocupados com as discussões calorosas sobre o material didático apelidado de Kit Contra a Homofobia do projeto Escola sem Homofobia, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, resolvemos perguntar ao MEC mais sobre o material.

A assessoria de imprensa do MEC nos explicou um pouco sobre o material que ainda está em fase de testes e conclusão mas que já criou polêmica com um deputado dizendo que o vídeo é para crianças e que os gays querem converter os alunos em homossexuais. Apelidado de Kit Gay, o material não é de acesso direto

aos alunos e, ao contrário do que está sendo dito, será disponibilizados por meio dos professores para alunos do Ensino Médio, com idades de 15 a 17 anos.


O material inclui dois vídeos e um guia de orientação para os professores e surgiu depois da constatação de que as escolas brasileiras são ambientes hostis para homossexuais. Os alunos assistirão aos documentários em sala de aula e farão atividades que visam combater a homofobia e o bullying contra homossexuais. Em 2011, 6 mil escolas devem receber o kit educativo desenvolvido pelo Ministério da Educação. O vazamento dos vídeos criou a discussão antecipada sobre o material que está sendo por alguns políticos e religiosos para auto promoção no meio da população menos instruída, aproveitando o fato do material ainda ser desconhecido.






VEJA AGORA UM DOS VÍDEOS DO KIT:


http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI





Você é a favor ou contra? Responda na enquete do blog.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em breve, notícias que podem contextualizar questões da UFPR e ENEM

Também estou selecionando links(textos de apoio da UFPR e Enem) para o blog. Já selecionei vários do jornal Folha de São Paulo, O Globo, Veja, Isto É, Gazeta do Povo, Estadão. Notícias das guerras na Líbia, Dengue do Tipo 4, Tsunami no Japão, Porte de armas depois da tragédia em Realengo, a questão do Iluminismo trazido pela revista Veja neste ano e muitas outras informações plausíveis para exames de seleção.

Já ouviu falar em Rave da comida?

Feiras 'alternativas' de alimentos dão a chefs de cozinha oportunidade de mostrar talento e ganhar dinheiro



Além do surfe em ondas gigantescas e ultramaratonas em alta altitude, comer em São Francisco também é um esporte radical.

Talvez isso explique porque, na noite de um sábado recente, Tipay Corpuz, 21, um especialista em tecnologia da Apple, deixou de blogar sobre sua obsessão por frango frito e waffles para se juntar a cerca de 2,5 mil "geeks" de comida no Underground Night Market.

Neste evento quase clandestino que ocorre mensalmente, um grupo de jovens chefs, fornecedores e seus seguidores de estômago de ferro transformam o tradicional mercado em uma "rave indie".

À meia-noite, o cheiro de carne de porco frita tomava conta do distrito de Mission. Havia música ao vivo, bebidas alcoólicas, seguranças e uma fila de centenas de pessoas esperando para experimentar iguarias feitas no local, entre elas mochi bacon (uma pasta de arroz japonesa reinventada pelos americanos) e sorvete feito de beterraba, Guinness e bolo de chocolate.

De certa forma, trata-se de uma espécie de desobediência civil servida em um prato de papel.

O mercado noturno procura incentivar o espírito empresarial, ajudando os jovens a evitar os cerca de US$1,000 normalmente necessários em taxas anuais – incluindo as permissões sanitárias e de responsabilidade civil – exigidas pelos mercados locais.

Em São Francisco, onde a rave dos alimentos nasceu e foi batizada de “crave” (que significa desejo em inglês), os organizadores da feira evitam as inspeções sanitárias atuando como um clube privado, exigindo que os participantes se tornem "membros" (gratuitamente) e assinem uma declaração que salienta que a refeição que estão prestes a comer pode não ter sido preparada em um espaço inspecionado pela prefeitura.

Alimentado por retweets e blogs, o evento tem gerado uma série de imitações de Altadena, perto de Los Angeles, a Atlanta, na Georgia, onde cerca de mil pessoas se juntaram ao grupo que se encontra mensalmente numa “crave” – e onde Tim Ho, um jovem cozinheiro taiwanês-americano vende sua salada de frutos do mar como a mais crocante do país.

Há versões similares em Londres e Amsterdã.

Alguns veem o crescimento deste tipo de mercado como parte de uma revigoração na consciência da Nação Fast Food, com uma geração que sente apenas antipatia pela máquina industrial de alimentos. Nas craves existe uma certa arte autoexpressiva ligada à necessidade de se alimentar.

"Elas conectam o movimento ‘faça você mesmo’ com o locavore", disse Maya Robinson, uma contadora que trabalha no Tesouro dos Estados Unidos e que fundou o Grey DC, uma rave de alimentos em Washington, com base na ideia de San Francisco. "Essa mistura é que é tão emocionante”.

Por Patricia Leigh Brown - Útimo Segundo

Cerca de 500 mil reais foram gastos em reforma da cozinha do Palácio do Iguaçu

Por blogdajoice.com Diretorna de jornalismo da rádio BandNews fm curitiba 96,3

Deputados estaduais questionam um gasto do governo do estado de quase 500 mil reais com a reforma da cozinha do Palácio do Iguaçu. Segundo o diário oficial do dia primeiro de março, foi solicitado um gasto de mais de 319 mil reais em equipamentos, 97 mil para compra de móveis e 68 mil para aparelhos. O deputado Tadeu Veneri(PT) cobrou explicações do governo sobre o tema.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Blog ainda em desenvolvimento

Esta semana retomei o blog e ele voltará a funcionar. Terá postagens diárias de notícias, diversão, entretenimento e opinião. Totalmente reformulado.
Estou juntando nos arquivos dos principais sites de notícias sobre o "vazamento do ENEM 2009" e a relação que o mesmo teve com o grupo Positivo. Ainda sobre esta instituição, a polêmica dos primeiros lugares(2011) junto sua filiada em Santa Catarina, o Posiville. Em breve, informações sobre.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Filosofia da História e a astúcia da Razão em Hegel

Por João Francisco P. Cabral - Colaborador Brasil Escola -
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP



A simples constatação ou fé de que a Razão governa a História é a motivação da pesquisa de Hegel em sua “Filosofia da História”. E o fim último dessa Razão é a sua realidade concreta, ou seja, o Estado.

No percurso do que Hegel chama de história filosófica, em virtude da concretização da Razão, ele percebe os grandes momentos em que o Espírito Absoluto, com sua qualidade intrínseca ou fim em si mesmo que é a liberdade, lutou para superar a si mesmo num movimento contínuo e progressivo (progresso da consciência humana). Esses momentos são especiais porque revelam o que há de potencial em cada ato do ser humano (no caso aqui, o homem histórico). Enquanto ser dotado deVontade e paixões particulares, buscando atingir seus interesses próprios, os homens vão, através desses momentos, superando e suprimindo as suas necessidades imediatas. Mas o fim de cada ação particular contém também um objetivo geral, segundo Hegel. E quando uma ação se une à outra e a partir de um indivíduo é expressa, carrega em si toda a realização e transformação necessárias em cada época.

Um indivíduo comum tem suas necessidades imediatas, seus interesses próprios, suas paixões, etc.; visa, portanto, em cada ato voluntário, suprimir tais necessidades, interesses e paixões. E embora seus atos particulares contenham potencialmente o que há de universal, eles não conseguem ou mesmo não querem realizá-los, ficando satisfeitos com o que conquistaram para si. Já os grandes indivíduos históricos universais, homens que compreenderam seu tempo, aproveitaram a oportunidade, contrapuseram-se e superaram as leis e os direitos estabelecidos vigentes em sua época. Estes homens, também com suas paixões particulares, uniram em ato essas paixões e o potencial da universalidade (da vontade geral) nelas contidas, expressando a antítese que é o meio necessário para a transformação de sua realidade, que, por sua vez, sintetiza o interesse da Razão. Mas, apesar de sua grandeza e ao contrário dos indivíduos comuns, não foram homens felizes. Mesmo inconscientes da ideia diretora, foram homens excelentes (históricos) porque edificaram partes importantes da História Universal que é, para Hegel, o progresso na consciência da liberdade.

Se, portanto, para Hegel a Razão governa a História e os indivíduos são dotados de uma capacidade de realizar os interesses de suas paixões, aliada ao universal, sendo este o resultado da atividade particular e de sua negação, pode-se questionar como se dá a relação do particular com o universal. Na ação de um indivíduo (o histórico universal), a relação entre interesse particular e o universal é inseparável e se dá por participação. Significa que este indivíduo se expõe aos perigos gerados por sua ação e se desgasta nos conflitos de oposição, enquanto agente privado, e que a ideia, que é o universal, mantém-se ilesa, intocável. É o que Hegel denomina de “Astúcia da Razão”.

A Astúcia da Razão consiste em salvaguardar a ideia, permitindo que as paixões atuem por si mesmas, experimentem perdas e danos para que nessa luta e nessa perda sempre sobressaia algo, sempre exceda algo positivo, afirmativo. É o preço do sacrifício pela progressiva consciência da liberdade e que justifica as ações dos grandes homens não só de imediato, mas em toda a História.