segunda-feira, 18 de abril de 2011

TJ-PR derruba liminar da aposentadoria de Requião

Informações do blogdajoice.com - Diretora de Jornalismo da rádio BandNews Fm 96,3






O Tribunal de Justiça do Paraná derrubou na tarde de hoje a liminar que concedia a Roberto Requião o direito a manter a aposentadoria de ex-governador. No último dia 13, o desembargador Antonio de Loyola Vieira determinou que se mantivesse o beneficia à Requião. A Procuradoria Geral do Estado recorreu da decisão alegando que o pagamento de cerca de R$ 24 mil reais é irregular para ex-governadores que assumiram mandados depois do ano de 1988, quando a última Constituição Federal foi promulgada.

Ôba ôba, olha só que maravilha

Temos aspectos positivos depois da tragédia em Realengo no Rio. Muitos sites de notícias começaram a expor artigos para se repensar na "Legalização de porte de armas" no Brasil. Isto é um dos maiores debates entre os canais de notícias em torno da tragédia. Além dos cidadãos, isto também é de grande interesse para tema de redações de vestibulares e também no Exame Nacional do Ensino Médio(ENEM). Mas a discussão não é essa. Depois de dar uma olhada nas notícias do dia, ví uma no site G1 que me pareceu "interessante". A tragédia fez com que a Secretária de Educação do Rio, Cláudia Costin, a criar na escola uma sala de pronto atendimento médico com enfermeiros e serviços de primeiros socorros e psicólogo. Além disso, a secretária se comprometeu a pedir para que dois inspetores da Guarda Municipal auxiliarem na segurança da escola. Vejam só que maravilha! Vejam só como é o Brasil. Os órgãos competentes esperão jovens adolescêntes serem mortos de forma brutal por uma pessoa com problemas pscológicos para poderem fazer algo. Oras, estas medidas, além de virem atrasadas são implantadas em uma escola apenas no Rio de Janeiro. Elas deveriam ser medidas nacionais. Não há só a escola municial Tasso da Silveira, tem milhões de alunos na rede municipal e pública estudando em condições precárias, sem higiêne,segurança e ensino de qualidade. Dizem que a escola é a "segunda casa". E deve ser; ao menos que as escolas cumpram sua função não apenas como uma insituição de ensino. Eu me pergunto: se houvesse, e somente se, uma psicóloga na escola quando o jovem atirador estivesse lá estudando, a história não seria ser diferente? Uma escola não perceber, ou se perceber, não fazer absolutamente nada contra o bullyng. Esta medida, secretária, já deveria ser tomada nacionalmente. Ou os competentes querem esperar mais um massacre para tomar medidas mais cabíveis? "ACORDA BRASIL, QUE EU VOU DORMIR!" Por: Willian Martins com informações do G1

Prevenindo Tragédias

Da Folha de São Paulo
Por: Hélio Schwartsman

Introvertido, ele se relacionava melhor com computadores do que com pessoas. Na adolescência, sofreu "bullying" por parte de seus colegas de escola, especialmente as meninas. Há casos de doença mental na família biológica, e, de acordo com um dos irmãos adotivos, ele próprio, quando criança, chegou a receber um diagnóstico psiquiátrico e ser medicado com drogas controladas, as quais descontinuou por conta própria. Tinha um lance esquisitíssimo com a religião (mesmo para os que consideram normal acreditar num Papai do Céu que dita livros obscuros dos quais espera que deduzamos o que Ele quer de nós). Segundo uma tia, cultivara o hábito de ler manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas, além de pesquisar atentados terroristas, com predileção por homens-bomba do Oriente Médio. Comentou com empolgação o 11 de Setembro. Buscou informações sobre um curso de tiro. Desde a morte da mãe adotiva, há dois anos, isolou-se ainda mais e só se vestia de preto.

Essas informações, retiradas dos vários e por vezes contraditórios perfis de Wellington Menezes de Oliveira --o atirador de Realengo-- publicados nos últimos dias, levam a uma conclusão inequívoca: por que, mesmo com tantos sinais de que as coisas iam mal na mente do rapaz, ninguém fez nada para ajudá-lo e, assim, impedir a tragédia do último dia 7?

É mais fácil dizer do que fazer. Sempre que contamos uma história de trás para a frente, isto é, já sabendo o que aconteceu no final, somos vítimas de uma ilusão cognitiva que, em inglês, leva o nome de "hindsight bias", algo como "viés do retrospecto". O melhor exemplo talvez seja o de Pearl Harbor. Nos meses que antecederam o ataque japonês à frota norte-americana ancorada no Havaí em dezembro de 1941, os EUA haviam recebido alguns sinais. Num despacho interceptado pela Inteligência Naval, Tóquio pedia a um espião lotado em Honolulu que transmitisse informações detalhadas sobre o porto e a disposição das belonaves ali fundeadas. Nos primeiros dias de dezembro, os EUA também descobriram que a Marinha japonesa havia, pela segunda vez no mês, trocado todos os seus códigos de comunicação, uma medida muito pouco usual com vistas a dificultar a identificação das embarcações. Também nos dias que antecederam o bombardeio, foram captadas mensagens do governo japonês endereçadas a várias embaixadas e consulados ao redor do mundo, nas quais os japoneses pediam que seus diplomatas destruíssem todos os códigos e documentos confidenciais em seu poder.

Nós, que sabemos o que aconteceu em 7 de dezembro de 1941, tendemos a ser peremptórios: inteligência e militar são dois termos que se repelem. Só que o problema é recorrente e envolve também serviços civis. O mesmo aconteceu no 11 de Setembro de 2001 e, em 2009, no frustrado atentado de Natal contra um voo da Delta-Northwest.

A verdade é que a Inteligência vive o dilema de todas as burocracias: como distinguir, dentre as centenas ou milhares de dados que os vários agentes coletam todos os dias, aqueles que são realmente importantes dos que são apenas ruído?

Como explica o físico Leonard Mlodinov em "The Drunkard's Walk: How Randomness Rules our Lives" (o andar do bêbado: como o acaso comanda nossas vidas), "em qualquer cadeia complexa de acontecimentos, na qual cada evento se desdobra com algum elemento de incerteza, há uma assimetria fundamental entre passado e futuro". Um caso paradigmático dessa assimetria é a previsão climática. Depois do temporal, qualquer meteorologista pode explicar que as chuvas "sem precedentes" ocorreram porque a frente fria se moveu da maneira tal e tal, enquanto a massa de ar quente percorreu o trajeto tal. Eles têm bem menos sucesso quando sua missão é dizer como as frentes vão se comportar daqui em diante. A diferença está no fato de que, no presente, as massas de ar estão sujeitas a um número quase ilimitado de interações possíveis com outros elementos, o que torna inimaginável e proibitivo o número de equações necessárias para determinar seu movimento com precisão. Quando olhamos para o passado, essas interações que não aconteceram perdem todo o sentido, o que torna o terreno surpreendentemente límpido, e a sucessão de eventos, óbvia.

O "hindsight bias" também opera quando lidamos com malucos. Não é que faltem modelos para tentar adivinhar quando alguém com problemas mentais fica violento. Como escrevi num texto publicado na semana passada na versão impressa da Folha, existem vários testes que pretendem cumprir esse objetivo. Um dos mais populares entre psiquiatras é o PCL-R, desenvolvido por Robert Hare para ajudar a diagnosticar casos de psicopatia e que também se mostrou útil para antecipar comportamentos violentos. O teste é muito utilizado nos EUA para definir internações compulsórias, e, no sistema prisional, para decidir sobre progressão de pena e liberdade condicional.

O PCL-R avalia quesitos relacionados à personalidade (capacidade de mentir, sentir remorso e empatia, aceitar responsabilidade) e a história social do paciente (delinquência juvenil, episódios de descontrole emocional).

A ideia de prever o risco através de testes simples tem tanto apelo --seja para os compradores, seja para os vendedores-- que já está até na internet. Entre os vários produtos, destaca-se a família Mosaic (www.mosaicmethod.com), disponível nas versões violência doméstica (a única gratuita), figuras públicas, autoridades judiciárias, ambiente de trabalho e escolas.

Como o PCL-R, o Mosaic combina questões de personalidade com a ficha corrida, mas explora também aspectos relacionados à potencial vítima e relaciona tudo isso ao histórico de ataques. Apresenta o risco da situação numa escala de 1 a 10.

A pergunta fundamental é: esses testes funcionam? Em termos. Eles apresentam taxa de sucesso superior ao esperado se só o acaso atuasse. Mas isso só ocorre porque estamos aplicando o questionário em casos que já consideramos de risco. A analogia aqui é com o suicídio. O melhor fator preditivo para descobrir quem atentará contra a própria vida é uma tentativa prévia. O problema desse modelo é que ele não abrange os suicidas que têm sucesso na primeira tentativa.

Do outro lado a lacuna é ainda maior, se aplicarmos o PCL-R à população carcerária dos EUA, mais de 80% obterão escores altos, compatíveis com alguma psicopatia. A dificuldade é que, em determinadas coortes da população comum, sem história de crime, até 40% também atingem pontuações elevadas, como mostrou um estudo de David DeMatteo. Como no caso dos serviços de inteligência, é quase impossível diferenciar a informação relevante do ruído. Um número inimaginável de interações é sempre possível.

Onde isso nos deixa? Até poderíamos criar regras para prevenir ataques como o de Realengo. Uma possibilidade seria encaminhar a tratamento médico compulsório e monitorar os movimentos de todos aqueles que mostrassem traços de personalidade psicopática ou mesmo todos os nerds. Mas é evidente que, neste caso, estaríamos produzindo enormes injustiças, pois um número bastante considerável desses indivíduos não representa ameaça nenhuma. E é sempre possível que exista um psicopata violento autêntico que escape ao veredicto de testes e categorias psicológicas.

Outra medida duvidosa é o tal do "upgrade" no desarmamento, com o qual as autoridades federais agora nos brandem. Sou totalmente a favor do desarmamento, mas imaginar que programas de entrega voluntária de revólveres, algumas "Blitze" policiais e uma eventual reedição do referendo de 2005 possam evitar tragédias como a do Rio é uma estultice sem tamanho. Menos armas podem ajudar a reduzir crimes de momento, como homicídios em bares e em brigas de trânsito, mas não assassinatos planejados com semanas ou meses de antecedência, como foi o caso em Realengo.

Desconfio que estejamos aqui sendo vítimas de uma outra ilusão cognitiva, que é a obsessão pelo controle, à qual aludi neste espaço algumas semanas atrás. Por razões evolutivas fáceis de imaginar, o ser humano foi selecionado para achar que controla tudo. Esse é um viés que o leva a agir preventivamente, o que muitas vezes garante a sobrevivência. Leva-o também, com certa frequência, a fazer papel de bobo, tentando controlar fenômenos que não podem ser controlados. Mas, se a natureza não liga para palhaçadas e micos, tende a ser implacável com os que dormem no ponto.

E, se já é difícil para um ser humano normal admitir que a sociedade é vulnerável a certo tipo de maluco, que existem situações em que não há nada ou muito pouco a fazer, essa é uma tarefa quase impossível para um político. Assim, ainda deveremos ouvir muitas propostas estapafúrdias nas próximas semanas. Depois, por conta de um terceiro viés neurológico, o da habituação, Realengo, para a maioria de nós, se tornará uma lembrança cada vez menos vívida, e tudo voltará a ser mais ou menos como era antes.

Na TV, um PSDB nervosinho

Da Gazeta do povo
Por: André Gonçalves


O PSDB estreou campanha na TV nesta semana com novidades. Nenhum cacique do partido foi escalado. O protagonista é um jovem, mulato, aparentemente alguém da classe C.

Ele reclama dos aeroportos. Diz que o governo precisa acordar para o Brasil não passar vergonha na Copa do Mundo de 2014.

No final, aparece o slogan: "a gente não cobra cargos, cobra competência".

Ficou bom? Mais ou menos. Claro, foi milimetricamente testado em pesquisas - todos nós sabemos a irritante porcaria que é um aeroporto no Brasil.

E se a propaganda não é uma maravilha, pelo menos mostrou uma intenção tucana de mudar o estilo. Se ficar parado, inevitavelmente o partido será atropelado - se não for pelo PT, será pelos novos PSDs da vida.


Vídeo de umas das propagandas do PSDB:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=g-7oIcfVtUc

domingo, 17 de abril de 2011

A educação no Brasil - Parte 1

Desde minha 6ª série do Ensino Fundamental, no CELC-Colégio Estadual Leôncio Correia, comecei de forma precoce a perceber de como o ensino no Brasil está defasado.
Muitos dos professores culpam os alunos por falta de interesse.
Oras, se o professor percebe este tipo de situação, aí é necessário trabalhar com esses alunos no sentido de amadurecimento, e o que acontece QUASE SEMPRE, é de o o professor acabar por "larga-los" e dar 30% ou quase de matéria.
Eu aposto muito na inserção da Sociologia e Filosofia desde a 5ª série do ensino fundamental. A escola deve construir um caráter mais crítico dos alunos. Eles não querem matéria, eles querem entender o mundo a sua volta.
E o que acontece, é que o ensino está numa forma arcaica. Deve-se globalizar a matéria.
A matemática por exemplo, se torna difícil para todos, simplesmente porque peçam para que decoramos formas e etc. Para se aprender matemática, temos que por ela em prática.
A mesma coisa acontece com a química. Apenas teorias,teorias,teorias, e o aluno começa a ficar saturado(literalmente) sem por em prática o que se aprende. E este é um dos motivos dos desinteresse dos alunos.
Mas o fatal mesmo é a disciplina de História. Forma arcaica de entender a sociedade pelo modo positivistas de ensinamento. Cadê a historiografia?





Em breve postarei mais sobre este tema.



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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
Platão

BUEMBA BUEMBA!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E o blog Trocando a Notícia revela: PAC agora quer dizer Programa de Atrasos pra Copa! PAC! Rarará! Mas diz que o aeroporto de Cuiabá vai ficar pronto pra Copa. Pra Copa da Rússia em 2018! Rarará!
E o Eramos6 revela que o Steve Jobs acaba de lançar um iPad para festas juninas: IPAD MOLEQUE! Rarará! E uma série de Predestinados. Nutricionista em Vitória, no Espírito Santo: Roberta LARICA! Clínica Roberta Larica de Nutrição! Ah, doutora Roberta, tá me dando uma larica. Vou assaltar a geladeira. Comer macarrão de ontem com a calda do pêssego em calda.
E gerente de distribuição da Schincariol: João GARDENAL. Tá distribuindo a coisa errada. Rarará.
E o famoso ginecologista baiano: Paulo Duro! Rarará. E em Pelotas tem uma imobiliária chamada: Fuhro Souto. Aí um amigo meu ligou pra lá e a secretária: "Fuhro Souto, bom dia!". Rarará! E o Neymar usando máscara? Precisa? Neymar usando máscara é pleonasmo!
E o Ronaldo devia abrir um parque temático só pra receber gringo famoso: Ronaldolândia! E essa discussão sobre desarmamento? Vai acabar em tiro. É o tipo da discussão que acaba em tiro.
É verdade! Na época do plebiscito, num bar em Juiz de Fora, um era a favor do desarmamento, do sim. E outro era contra o desarmamento, do não. Aí eles discutiram e o cara do não puxou a arma e deu um tiro na cara do cara do sim. O Não matou o Sim!
E um leitor me mandou perguntar se, com o desarmamento, mulher vai ter que entregar a carteira de motorista. Rarará.
PAVÃO X POVÃO! O Dondoca Boca de Suvaco FHC saiu da cripta. E diz que o PSDB deve esquecer o povão! O pavão não gosta de povão! PSDB, Partido das Socialites do Brasil! Tucano só gosta de pobre em livro e em quadro de Portinari! E o FHC tá sempre com cara de rei no exílio.
Ou, como pergunta uma amiga minha: por que o FHC tá sempre com aquela cara de momento histórico? Rarará!
Petista gosta de rodízio e tucano gosta de degustação. Petista fala com a língua plesa e tucano fala com batata quente na boca.
Petista chama xoxota de periquita e tucano chama xoxota de pilolíssimo e nigérrimo triângulo pubiano. Rarará. Nóis sofre, mas nóis goza.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!


Por: José Simão

Colunista da rádio BandNews Fm(em Curitiba 96,3) / Folha de S.Paulo

Atualizações

Prometo, que, em breve começarei postagens novas.
Vida de vestibulando não é fácil.




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